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A fim de pensar a possibilidade de utilização de um piano que seria tocado pelos visitantes, conforme disse no post abaixo, fiz um breve levantamento de alguns trabalhos e entrevistas com John Cage.
John Cage about the silence:
Neste vídeo o artista fala basicamente da música como o espaço do dia a dia, não como a partitura tocada e programada, mas da imprevisibilidade do som e do ruído.
Performance “4’33″
Esta performance, reinterpretada, trata novamente do silêncio e do ruído mas por um caminho que diz respeito aos ruídos sutis gerados por nós, ouvidos somente no momento do silêncio, ao contrário da fala no vídeo acima, onde Cage chama à atenção para o barulho dos caminhões.
John Cage, performance musical com elementos caseiros:
Nam June Paik “Piano”
Sonoridade de:
Concerto for Prepared Piano and Chamber Orchestra 1/3 – John Cage
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Outra referência muito importante, já colocada no post abaixo, foi Rebecca Horn – Concert For Anarchy, 1990. Neste trabalho a artista suspende um piano e o programa para se movimentar de tempos em tempos, emitindo um som, desmontando e remontando o piano.
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Por último, para pensar a utilidade dos aparelhos de celular hoje, listo abaixo alguns de seus usos em forma de brainstorm:
tecnicamente
. comunicação verbal (oral e escrita);
. comunicação sonora (ringtones e mp3);
. comunicação sensória (vibracall);
. comunicação visual (fotografia e vídeo);
. transmissão de dados (bluetooth, infravermelho, 3G/internet, sms, mms);
. comunicação eletrônica com outros dispositivo a partir da transferência de energia;
. aplicativos internos (jogos, players, widgets, utilitários, etc.);
. geolocalização (seja pela possibilidade de triangulação ou sistema de gps integrado);
conceitualmente (brainstorm)
Neste tópico haveriam infinitas interpretações, mas colocarei aqui apenas algumas que considero principais:
. transmissão de dados, comunicação, informação, energia, de um lugar qualquer para qualquer outro lugar onde tenha sinal; de qualquer pessoa a qualquer outra pessoa pontualmente ou em rede;
. mobilidade (posso sair do lugar onde estou e continuo conectado, continuo on. não dependo mais de uma estação física fixa);
. inserções de privacidade dentro do espaço público;
. interação com o espaço físico da estrutura das cidades ou das residência;
. incômodo da conexão, estar o tempo todo recebendo chamadas, seja num jantar ou numa aula.
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