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Após um mês de residência, com orientações e novas referências, segue abaixo o formato final do projeto prático: “O transporte”.
Trata-se da suspensão e movimentação de um piano a partir de ligações de celular feitas por qualquer pessoa, de qualquer lugar. Quem liga para o piano, além de tombá-lo no ar, mais para frente, para trás, para um lado ou para o outro, produzirá um som, próprio do piano, que será amplificado no ambiente.
Haverão 2 números disponíveis que receberão as ligações/interações, cada um deles acionará um tipo de movimento/tombamento no piano. Quem estiver fora do museu e ligar para o trabalho, conseguirá movimentá-lo e também ouvir o ruído gerado.
O trabalho fala da mobilidade contemporânea representada principalmente pelas tecnologias móveis e suas capacidades de transmissão de informação e energia, em contraste à rigidez do piano, seja por suas forma clássica de tocar partituras e composições, seja por seu peso físico.
A música aqui é ruído, extraído de dentro do próprio piano e da movimentação dos motores.
A mobilidade, é controlada, como se o celular fosse paradoxalmente controle e mobilidade.
A virtualidade da transmissão penetra a rigidez física do piano e o suspende no espaço, tornando-o “intocável”.
A relação do piano com os lugares, é de pertencimento, enquanto à do celular é de “Um Lugar Após o Outro” (Título do livro da pesquisadora Miwon Kwon).
Se o piano configura e tem a rigidez de um lugar, é como se o lugar físico fosse deslocado, transportado.
BAIXE AQUI O PDF DO PROJETO COMPLETO
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