Estrelas Cadentes


Arthur Gansen
July 31, 2009, 3:43 pm
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Seguem alguns vídeos encontrados no youtube, com as esculturas cinéticas de Arthur Gansen. Referência: Rejane Cantoni.

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Pesquisa
July 21, 2009, 11:12 pm
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A fim de pensar a possibilidade de utilização de um piano que seria tocado pelos visitantes, conforme disse no post abaixo, fiz um breve levantamento de alguns trabalhos e entrevistas com John Cage.

John Cage about the silence:

Neste vídeo o artista fala basicamente da música como o espaço do dia a dia, não como a partitura tocada e programada, mas da imprevisibilidade do som e do ruído.

Performance “4’33”

Esta performance, reinterpretada, trata novamente do silêncio e do ruído mas por um caminho que diz respeito aos ruídos sutis gerados por nós, ouvidos somente no momento do silêncio, ao contrário da fala no vídeo acima, onde Cage chama à atenção para o barulho dos caminhões.

John Cage, performance musical com elementos caseiros:

Nam June Paik “Piano”

Sonoridade de:

Concerto for Prepared Piano and Chamber Orchestra 1/3John Cage

prepared-piano

prepared piano

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Outra referência muito importante, já colocada no post abaixo, foi Rebecca HornConcert For Anarchy, 1990. Neste trabalho a artista suspende um piano e o programa para se movimentar de tempos em tempos, emitindo um som, desmontando e remontando o piano.

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Por último, para pensar a utilidade dos aparelhos de celular hoje, listo abaixo alguns de seus usos em forma de brainstorm:

tecnicamente

. comunicação verbal (oral e escrita);

. comunicação sonora (ringtones e mp3);

. comunicação sensória (vibracall);

. comunicação visual (fotografia e vídeo);

. transmissão de dados (bluetooth, infravermelho, 3G/internet, sms, mms);

. comunicação eletrônica com outros dispositivo a partir da transferência de energia;

. aplicativos internos (jogos, players, widgets, utilitários, etc.);

. geolocalização (seja pela possibilidade de triangulação ou sistema de gps integrado);

conceitualmente (brainstorm)

Neste tópico haveriam infinitas interpretações, mas colocarei aqui apenas algumas que considero principais:

. transmissão de dados, comunicação, informação, energia, de um lugar qualquer para qualquer outro lugar onde tenha sinal; de qualquer pessoa a qualquer outra pessoa pontualmente ou em rede;

. mobilidade (posso sair do lugar onde estou e continuo conectado, continuo on. não dependo mais de uma estação física fixa);

. inserções de privacidade dentro do espaço público;

. interação com o espaço físico da estrutura das cidades ou das residência;

. incômodo da conexão, estar o tempo todo recebendo chamadas, seja num jantar ou numa aula.



Novas possibilidades de criação / projeto
July 21, 2009, 10:47 pm
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Apesar da formatação da primeira proposta estar bem avançada, exceto pela criação de um tensionamento maior para o trabalho, que questiono até que ponto ele é necessário para este tipo de poética, seguem abaixo as novas idéias e projetos que estão se formando.

De acordo com Gilbertto, um dos pontos chave, seria a criação de uma forma estável atuando numa espécie de instabilidade. Na fragilidade da forma. Projeto enquanto possibilidade.

Sob este ponto, do projeto como possibilidade, Rejane complementa e acha que os avanços criados abaixo, nos levam neste sentido. De uma poética de algo que não está dado como “isso = isso”, mas atua na possibilidade do vir a ser “isso ou aquilo”.

Novas referências

rebecca_horn_anarchy concert

Rebecca Horn – Concert For Anarchy, 1990

John_Cage

John Cage: para pensar a possibilidade do visitante tocar o piano com o celular

"equilíbrio instável"

"equilíbrio instável"

is0008

Nesta versão do projeto as pessoas seriam convidadas a tocar um piano com os seus aparelhos de celular e na medida que este piano fosse sendo tocado, ele seria suspenso em movimentos que hora virariam ele para um lado, hora para o outro, etc., emitindo assim sons diferentes e tensionando cada vez mais o trabalho.

O trabalho atua conceitualmente numa linha entre a mobilidade dos celulares e a fixidez do piano, entre a rigidez do piano para o deslocamento e o visitante com uma ligação, aciona o deslocamento do piano. Além, é claro, das questões estéticas e poéticas de ver um piano suspenso no ar. É também um piano que por estar suspenso, seria intocável, mas que passa a ser habilitado a partir das tecnologias de transmissão via celular. Quando ele chega no topo, talvez volte a descer, dependendo da complexidade de desenvolvimento desta descida.

O trabalho envolveria um engenheiro que assegurasse a fixidez sob as cordas. O piano seria comprado e não seria o de calda, devido ao valor. Um piano custa em média “armário” custa em média hoje 2500 reais.

A cada mensagem de celular enviada ao trabalho, um novo som é gerado e uma nova posição do piano é assumida.

Uma dúvida que me ocorreu foi a força que teria o piano suspendo, num espaço em que o pé direito tem apenas 3m.



Avanços e conclusões sobre a primeira etapa do processo
July 21, 2009, 10:26 pm
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estrelascadentes_pensando espaco

Composição do espaço: iluminação, estrutura rígida e portátil no teto, queda da substância em pó que se acumula no chão

O projeto inicial apresentado ao programa de residências, sofreu algumas modificações, conforme listadas abaixo:

. a utilização de pó ao invés de tinta;

.o estouro do balão via calor ou energia ao invés do mini-motor;

. a compactação do espaço para deixá-lo esteticamente mais bem acabado, menos espalhafatoso;

. a eliminação de múltiplas cores e substituição por pó preto ou outra substância em pó que tenha brilho;

. foi detectada a necessidade de criação de alguma tensão que eliminasse o efeito de simples ação e reação (problema em resolução);

. foram pensadas estratégias de manutenção do trabalho durante o período de exposição, que poderão ocorrer por até 3 vezes ao longo da exposição (será desenvolvido mecanismo específico para baixar a estrutura). Uma das reposições aconteceria logo após o dia da abertura e as outras duas a cada 20 dias. Caso seja necessário algum outro tipo de manutenção, também será feita.

. na programação do trabalho será definido que um celular poderá ligar apenas uma vez para o trabalho.

Dimensões necessárias para a execução do trabalho:

. Tamanho da estrutura que sustenta os balões: 2m de largura x 1m de profundidade
. Medida de cada balão: 9cm de diâmetro
. Largura da fileira de balões: 2m = 20 balões (1cm de dist. de um para o outro)
. Profundidade da fileira de balões: 2m = 20 balões
. Total de balões: 400 unidades
. Peso de toda a estrurtura no teto : em definição. Aprox. 30 kg

Espaço mínimo para a execução do trabalho 5x5m

É necessário considerar espaço para a queda do pó. Além disso, após definir a substância que cairá do teto, será definida também a necessidade do visitante entrar, ou não embaixo do trabalho.

Dúvidas

. Quanto o teto aguenta de peso?
50kg/metro2, apesar do arquiteto ter colocado a possibilidade do trabalho ser preso nas vigas de ferro do museu, existentes em uma das salas.

. O quanto o chão aguenta de peso? (sem definição)

. Qual será o período de montagem dos trabalhos? (provavelmente: última semana de setembro e primeira de outubro)

A exposição acontecerá a partir de 6 de outubro.



Relatos, idéias, possíveis mudanças e novas referências
July 6, 2009, 7:31 pm
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Após conversar com os 3 orientadores, muitas dúvidas surgiram e novas questões se abriram, em menor grau com relação aos problemas técnicos e muito mais no sentido de efetivações conceituais e potência poética.

Um ponto em comum levantado pelos três foi a tensão gerada pelo trabalho. Neste sentido, pensamos em criar programações em que uma ligação não fosse exatamente uma relação de causa e efeito, ou seja, “ligou-estourou”, mas que ocorresse uma espécie de acúmulo, que fosse tensionando e que esta tensão fosse visível aos visitantes, até chegar num momento máximo de estourar.

As conversas renderam muitas idéias novas, sendo que uma delas, que gosto mais,  consiste na suspensão de um grande objeto/escultura, presa por cordas finas que se rompem ao receberem uma ligação de celular, e, após receber aproximadamente 800 ligações, toda a estrutura arrebentaria no chão e mancharia todo o chão com uma cor/pigmento/não tinta.

O objeto suspenso poderia fazer referências à alguma estrutura de poder, que estaria sendo destruída, que não é um poder político no sentido de um ditador ou algo assim, mas estruturas rígidas de poder político simbólico (sexualidade, família patriarcal…) parece estar sendo diluído. Seja pela abertura gerada pelas novas formas de transmitir, onde o pai não tem mais controle daquilo que é visto pelo filho, por quem ele é visto e nem detentor das informações que ele deverá receber. O [homem] passa a ter sua posição cada vez mais relativizada numa sociedade de ascenção feminina (vide: Diretorias das principais instituições e eventos nacionais, principalmente de arte e tecnologia: Priscila Arantes, Daniela Bousso, Milú Vilela, Paula Perissinoto, Solange Farkas, entre outras).

.pensei na suspensão de diversos blocos de concreto

. suspensão de uma massa que indique alguma coisa, mas que tenha uma estética mais amorfa;

Speechless Grey Horse, 2004, polyvinyl, resin, skin of a horse, cord

Estrutura de linhas para a suspensão de alguma estrutura.

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Novas Referências



Ernesto Neto
July 1, 2009, 11:23 pm
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Uma referência indicada pela amiga Anaísa Franco foi o trabalho do Ernesto Neto, que me parece muito interessante  no sentido da criação de espaços sensórios. Meu trabalho pode tomar como referência o trabalho dele para pensar o cuidado com as cores, os níveis de controle e descontrole do espaço, dar conta do espaço, etc.

As utilização das cores chama muito a minha atenção, principalmente nas instalações brancas com tons de amarelo.

Preciso encontrar instalações que eventualmente trabalham com tons de cinza.

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Orientação Gilbertto Prado
July 1, 2009, 10:58 pm
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Hoje (01/07/2009) aconteceu a orientação com Gilbertto Prado. Seguem abaixo as questões, problemáticas e possibilidades discutidas em torno do projeto.

Pontos importantes discutidos / questionados

. Não referência: Pollock

. Assistir: Noite de São Bartolomeu

. Nam June Paik e Charlotte

. Possibilidade de geração de acúmulo ou regra que limite o estouro do balão com qualquer ligação, não ação e reação; [fico em dúvida ainda sobre este ponto, pensando na frustração do sujeito que não vê nenhuma colaboração dele ao ligar para o trabalho]

. A substituição da tinta por pó de grafite (substância que tem mais a ver com a estrela cadente e também formaria uma camada no chão deste pó, camadas disformes, resultantes das interações e do pó que espalha no ar quando o balão estoura) [o gilbertto acredita na possibilidade deste pó cinza e talvez o balão branco, mas eu fico em dúvida entre colocar uma única cor, talvez amarelada, para misturar com este pó – uma referência que considero importante é o ernesto neto – varias das instalações dele são inteiramente brancas, mas possuem uma nuance de cor interessante]

. Uma questão discutida pela Rejane e com o Lucas, mas que me ocorre agora, é a possibilidade de agendar 3 manutenções para o trabalho, ao invés de sempre substituir. Isso é uma possíbilidade, mas não está definido que haverá manutenção.

. Fico em dúvida se nesta opção caberia a utilização de som ou a amplificação do estouro da bexiga.

. Falamos sobre a possibilidade de um robozinho que caminha sobre a parte superior da instalação e que pode ou não estourar. O robô caminharia sobre um trilho recebendo coordenadas de direita, esquerda… de acordo com o número final do celular do interator. Um dado importante que o trabalho ganha aqui é a inclusão mais efetiva de um dado do sujeito para dentro do trabalho. Não é somente ação e reação.

. Gilbertto alertou para que o espaço seja grande, algo em torno de 10m x 5m, mas a estrutura seja mais enxuta e menor.

. Os balões terão que ser pequenos! Estas bexigas grandes são muito feias. Se possível, veirificar a fabricação de bolas redondas, como aquelas do Haque.

. O que ficaria no chão, seriam rastros, sinais da estrela e não a tinta caída

. Gilbertto atenta para a dimensão de toda a instalação. Precisa ser mais contida, controlada, não tão espalhafatosa.

. camadas de cinza

. areia

. Surgiram idéias no meio da conversa que também foram muito interessantes, bem como:

1) a possibilidade de encher uma sala de bexigas e que a ligação de alguém liberasse ar de um compressor. Este compressor agitaria os balões dentro da sala, que estariam cheios com gás helio e nas paredes estariam alguns elementos pontiagudos que estourariam os baloes.

2) Falamos sobre a possibilidade de um grande blimp que vai enxendo uma sala do espaço expositivo até que estoure(ou nao), precisaria neste caso verificar o perigo de um balao deste tamanho explodindo.

. Falamos sobre mandala

. Padre que morreu com os balões

. Riscar o chão. Posso optar por fazer o trabalho colorido, mas com um leve risco no chão. Colocaria dentro da bexiga um pequeno grafite.

. Possibilidade de papel fotográfico no chão + sal de prata

. superfície de silício

. mantras / mandala / monges